domingo, 12 de julho de 2009

Sorte

Já perdi mais do que ganhei neste momento. Já vi a tristeza estampada no rosto dos que amo. Já vi a minha própria tristeza. Estou agora a ver a minha própria tristeza e não gosto. Mas agora neste momento, nada nem ninguém me faz apagar esta tristeza. É como se tivesse bem presa a mim e, teima em não sair. Tento não estar perto de pessoas. Sabes pode parecer estupido mas tenho medo de as contagiar com esta tristeza e para isso já basta a minha.
Então eu penso que para pelo menos tentar ser um pouco feliz, é preciso ter sorte. É preciso esperar que ela venha ou então viramos o jogo para o nosso lado e aproveitamos o que a vida nos dá. Temos de acreditar que a tristeza não é a solução.
Portanto a sorte tem de virar o seu sentido para voltarmos a acreditar nele.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Vazio

Os dias passam...Devagar muito devagar por entre as sebes de uma vida que anda sempre repetitiva. Nada é novo, nada me surpreende. Ninguém passa, ninguém sorri. Parece que não há vida que, não há sentimento entre as pessoas. É como se fossemos todos camuflados de nós mesmos com armas e caras tapadas. Como se a vida não tivesse mais alegria,nem sorrisos,nem amor.
É como se fosse uma vida não vivida por aqueles que têm de a viver. Como se não houvesse algo a dizer e a sentir. Tudo está negro,tudo está diferente.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Hoje

Hoje pensei em ti. Já não é tão normal como era há uns tempos atrás, mas hoje, sem qualquer razão pensei.
E digo-te, pensar em ti ainda me incomoda. Faz o meu coração estremecer durante uns momentos,faz-me sentir como que naquele momento, no sitio onde me encontro, eu esteja completamente sozinha.
Mas já não quero pensar em ti. Não quero pelo simples facto de que me apercebi que tu não pensas em mim,não queres saber de mim nem tão pouco falas para mim.
No entanto, a saudade não sai de perto e isso enerva-me, faz-me perder a minha compostura até me fazer perder totalmente a cabeça. Mas isto não te trará de volta.
Vê lá que ao pensar em ti a minha imaginação voou...Imaginei tu a entrares em minha casa, a sorrires daquela forma que eu sempre gostei (mas nunca te disse) com uma pizza na mão. Nesse momento deu-me uma vontade de rir sem parar. Mas ao voltar á realidade o meu sorriso desvaneceu-se como se me tivessem batido com força. E as lágrimas vieram...
Bolas,ainda gosto de ti e tu não o mereces. Porém ninguém me ensinou a esquecer as pessoas que me marcam. E tu foste o mais astuto,porque entraste e saiste tão rapidamente da minha vida que eu nem tive tempo de parar, sentir e olhar para ti uma última vez. Tu não te despediste de mim. Apenas deixaste-te ir e eu tentei ficar á espera. E isso de uma forma ou de outra magoou-me.
Hoje já não estou á espera de nada que venha de ti. No entanto, por mais que eu tente combater o que ainda está aqui dentro, ainda tenho uma leve esperança de que tu um dia acordes e vejas que eu fui alguém na tua vida. Que afinal eu não era tão desinteressante como se calhar tu pensas. Que sentes a minha falta e que erraste profundamente. Apenas leves esperanças que nunca se concretizarão.


Oh, meu querido:
Nunca haverá alguém que goste de ti da mesma forma que eu gosto pois,nunca haverá alguém que te recorde como eu te recordo. E isso my sweet é uma certeza.

domingo, 14 de junho de 2009

Escolhas

O amor é uma questão de escolhas. É nelas que devemos procurar o nosso final feliz, sendo o caminho para lá chegar tortuoso ou não. No entanto, as escolhas por vezes aparecem como actos de teatro,onde muitas delas são feitas pela comunicação. Sim, a comunicação, algo que o ser humano tem mas, por vezes não o usa ou então quanto mais comunica o mais importante fica sempre por dizer. É algo que nos substima mas que nos dá a sensação de querer sempre a verdade. Mas a verdade dói. Então mentimos para não magoar,para não admitir e para não temer aquilo que mais nos mete medo. O medo de errar, o medo de cair no abismo, o medo da rejeição, da dor e do fracasso, fazem sempre parte de nós e do nosso dia-a-dia. Muitas vezes estão escondidos ou camuflados para que as outras pessoas não o percebam ou para que nós próprios não os admitirmos a nós mesmos. Quando eles vêm ao de cima ficamos tristes, ansiosos e deprimidos. Ficamos aquilo que não queremos ser.
Então esperamos por algo que nos possa substimar,pôr á prova para testar as nossas capacidades, os nossos receios.
Mas, não podemos desperdiçar a nossa vida, construindo muros bem altos ou barreiras porque assim passaremos a vida sempre a evitá-las.
No entanto, se arriscares a passar, o outro lado terá uma vista brilhante. Tal como um banho no mar num dia quente de verão ou então, a subires a mais alta montanha e veres a mais bela das paisagens.
E se for aquilo que vês, será aquilo que nunca tentarás mudar.